Disney inicia nova rodada de demissões em massa com foco na Pixar e National Geographic
A Disney demite centenas de funcionários, com cortes profundos na Pixar e National Geographic, enquanto reestrutura suas operações após o ano fiscal de 2025.
A The Walt Disney Company iniciou uma nova e abrangente rodada de demissões que afeta centenas de colaboradores em diversas divisões do conglomerado. A reestruturação ocorre em um momento de transição na liderança da companhia, agora sob o comando de Josh D'Amaro, que assumiu o cargo de CEO após a saída de Bob Iger no início de 2026. O movimento reflete uma tentativa agressiva de ajustar as contas após o encerramento do ano fiscal de 2025, no qual a Disney registrou um quadro total de 231.000 funcionários, sendo 172.000 apenas nos Estados Unidos. Resta saber se estas medidas austeras serão suficientes para estabilizar o valor de mercado da companhia diante da crescente pressão de investidores.
Impacto nos Estúdios e Divisões de Entretenimento
As divisões de criação de conteúdo foram as mais atingidas por esta onda de cortes. A Pixar Animation Studios, que já havia passado por um processo de redução de 14% de sua equipe — cerca de 175 pessoas — em maio de 2024, volta a ser o centro das atenções. Desta vez, os cortes representam uma porcentagem de um dígito alto, totalizando cerca de 100 vagas cortadas dos 1.100 funcionários atuais. A medida é interpretada como uma continuação da estratégia iniciada no ano anterior, focada na redução da produção de conteúdos voltados exclusivamente para o streaming.
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Simultaneamente, a Disney Entertainment Television desligou cerca de 100 profissionais. A National Geographic surge como o setor mais impactado, com cortes profundos que atingiram tanto as equipes editoriais quanto as operacionais. Além disso, o jornalismo também foi afetado, com a demissão de aproximadamente 12 funcionários da ABC News.
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Mudanças na ESPN e Desempenho da Lucasfilm
Fora do setor de entretenimento scripted, a ESPN também executou cortes significativos como parte de um acordo estratégico com a NFL. Entre as perdas mais notáveis, destacam-se as saídas dos apresentadores Karl Ravech e Ryan Clark, evidenciando uma mudança de rumo na curadoria esportiva do canal.
O cenário de instabilidade é agravado por resultados financeiros decepcionantes em divisões chave. O estúdio Lucasfilm, historicamente um pilar de arrecadação para a Disney, apresentou um desempenho abaixo das expectativas com o lançamento de Star Wars: O Mandaloriano e Grogu. O filme, que era uma das grandes apostas da temporada, arrecadou US$ 344 milhões, um valor considerado modesto frente aos custos de produção e marketing da marca.
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